sexta-feira, 28 de maio de 2021

 

Na sua casa as crianças têm rotina?



         As crianças precisam seguir uma rotina para se sentirem seguras e tranquilas em seu ambiente. Quando não há uma rotina estabelecida é comum observarmos a manifestação de mau comportamento, nervosismo, acessos de raiva e outros sintomas.

        Mas o que vem a ser rotina? Bom, nada mais é que o modo como realizamos alguma coisa, sempre da mesma forma, mecanicamente. Exemplo: Meu filho acordas às 9h, faz xixi, lava as mãos e o rosto, toma café da manhã, brinca, vai para a escola às 13h e por aí vai. Ele não precisa pensar mais para realizar essas tarefas. Já está automatizado e é um mecanismo importantíssimo para a construção da personalidade dele.

        O famoso educador e psiquiatra norte-americano Rudolf Dreikurs postulou que “a rotina diária é para as crianças o que as paredes são para uma casa: lhes dá limites e dimensão para a vida.

        A alimentação, o sono e a higiene são as primeiras rotinas que precisamos ensinar aos nossos filhos. Temos o papel de incorporar bons hábitos em nossos filhos através das rotinas para ajudá-los a desenvolver a personalidade e a crescerem de forma saudável, com segurança, auto estima, autonomia, independência e responsabilidade.

        Não precisamos ser excessivamente rígidos com a rotina, mas precisamos ser constantes e não podemos nos esquecer de que quando são pequenos somos o modelo e que o ser humano aprende muito por observação. Então, se as crianças estão inseridas em um clima de rotinas, será muito mais fácil aprender a estabelecer sua própria rotina.

        Bom, para finalizar não pense que é tão fácil criar rotinas para seus filhos. Você vai precisar de uma boa dose de paciência, persistência e trabalho em família para que o resultado final seja exitoso, afinal você sabe que é normal que uma criança não obedeça a uma ordem de primeira e que normalmente você precisa ficar repetindo várias vezes até ela te obedecer. Para evitar que você fique repetindo as tarefas da rotina várias vezes para criança, como um disco riscado, existem jogos que te ajudam a criar a rotina de seus filhos e, o mais legal, é que eles participam.

Você vai se surpreender...a maioria das crianças gostam de rotinas!

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Que Brinquedos Escolher Para Crianças com Autismo?

 


As crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), assim como todas as demais crianças, adoram brincar e se divertir. A brincadeira é fundamental especialmente para o desenvolvimento psicomotor e emocional e, através do brincar, a criança pode se expressar e aprender a se relacionar com as pessoas a sua volta.

Quando me perguntam: Que brinquedo escolher para uma criança com autismo eu costumo investigar: Do que que a criança gosta de brincar ou o que a pessoa que está escolhendo o brinquedo gostaria de estimular na criança.

Reitero, essas perguntas servem tanto para crianças com autismo como para crianças sem autismo. Só que não podemos nos esquecer que a criança com TEA tem maior dificuldade para comunicar-se e interagir e isso faz com que sejamos um pouco mais seletivos na escolha dos brinquedos.


Então, no momento de escolher um brinquedo para uma criança com autismo, é importante não escolher apenas os brinquedos que despertem o interesse da criança, mas também aqueles que estimulem alguma habilidade necessária, como: habilidade sensorial, motora ou de interação social, por exemplo.

Agora que você já entendeu um pouquinho como fazer a escolha do brinquedo certo, que tal conhecer esses brinquedos e seus estímulos?

Os brinquedos de alfabetização auxiliam no desenvolvimento da linguagem. Grande parte das crianças com autismo tem dificuldade com a linguagem. Na maioria das vezes não possuem um vocabulário muito rico e utilizam estruturas gramaticais incorretas, dificuldando assim a comunicação. Por isso, uma boa estratégia é familiarizá-los com letras e palavras.

Brinquedos que envolvem raciocínio lógico e matemático também costumam ser uma boa pedida, uma vez que muitas crianças com autismo apresentam verdadeira fascinação pelos números. Você pode aproveitar esse interesse para estimular as habilidades numéricas da criança.

Lembra que comentamos no início, que uma das principais dificuldades de quem tem TEA é a de interação social? Através da brincadeira com colegas ou familiares a criança pode desenvolver essa habilidade de forma leve e divertida, ganhando autoconfiança para relacionar-se com os outros. São inúmeros os brinquedos que possibilitam essa interação. As bolhas de sabão, os brinquedos de pintar, as cabanas, brinquedos para compor cenários e deixar a imaginação fluir  e muito mais.

Outra habilidade importante a ser desenvolvida é a motora, que pode incluir movimentos finos responsáveis por atividades como escrita e desenho e também grandes movimentos, também conhecidos como habilidades motoras grossas, tais como andar e pular.

Para finalizar vamos falar um pouco sobre a peculiaridade sensorial das crianças com autismo. Algumas crianças são hipersensíveis quanto à recepção de informações sensoriais enquanto outras são pouco sensíveis e necessitam de uma maior intensidade de estímulo para que este seja percebido. Na hora de escolher um brinquedo é importante conhecer um pouquinho mais sobre a criança para não correr o risco de errar no presente. As sugestões de brinquedos sensoriais são: xilofones, metalofones, pau de chuva, clavas, violõezinhos,  brinquedos de percussão, caixa tátil, bolas com luz e som e muitos outros brinquedos sensoriais.

Bom, espero ter ajudado!



sexta-feira, 23 de abril de 2021

Em que os Jogos Podem Contribuir Para a Formação dos Adolescentes?

 


         A adolescência é um período importante do ciclo vital que se caracteriza por muitas mudanças e descoberta da própria identidade. Geralmente seu início se dá por volta dos 10 e 12 anos e termina aos 19 ou 20 anos de idade.

Cada vez mais cedo os adolescentes vêm enfrentando momentos turbulentos além dos que já são inerentes a esta fase do desenvolvimento devido ao consumo precoce de moda e tecnologia e à prática de novas formas de ócio e entretenimento, como: consumo de álcool, sexualidade precoce e uso de substâncias entorpecentes.


Embora a adolescência seja uma fase de inúmeros conflitos também é uma etapa maravilhosa na qual os jovens vivenciam experiências de alegria e satisfação que, em conjunto com as experiências difíceis auxiliam no processo de amadurecimento.

Uma forma saudável que permite que o adolescente se divirta e vivencie bons momentos é o entretenimento através de jogos, pois eles


- Permitem que os adolescentes aprendam valores e lições que poderão carregar para o resto da vida.

- Ampliam as relações sociais e ensinam a importância do trabalho em equipe, do respeito e da forma correta de lidar com normas e regras.

- Podem ser úteis para prevenir condutas de risco (violência, consumo de substâncias, sexualidade precoce, obesidade, etc).

- Fomentam a imaginação e a criatividade.

- Dão alegria, prazer e satisfação.

Enfim, os jogos ajudam a preparar os jovens para enfrentarem desafios que encontrarão nas suas vidas.

Os jogos mais adequados para a adolescência são os que apresentam objetivos e desafios para a mente, como:

Jogos de Tabuleiro: Xadrez, Dama, Mancala, Bloqueio das 4Cores, Gamão.

Jogos de Estratégia: Banco Imobiliário, Batalha Naval, Jogo da Vida.

Jogos de Lógica: Torre de Hanoi, Cubo Mágico, Dominó Mexicano.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Como a Pandemia Pode Afetar a Inteligência Social das Crianças

 



            As crianças são grandes aprendizes sociais e desenvolvem habilidades como compartilhar, resolver conflitos e ter empatia de uma forma muito rápida. E, infelizmente, com o confinamento em virtude do COVID-19, as crianças perderam muitas oportunidades de aprendizagem social.

            O desenvolvimento social cognitivo se inicia no primeiro ano de vida quando os pequenos compreendem o que os outros pensam e continua até os 5 anos. A brincadeira é uma parte extremamente importante neste processo que implica em muito contato físico e criação de laços de amizades – o que ajuda as crianças a enfrentarem as emoções e manterem-se mentalmente fortes e saudáveis.

            Sabe-se que o desenvolvimento do cérebro social é como uma via de mão dupla: a interação social afeta o cérebro e o cérebro afeta a resposta emocional e comportamental aos envolvidos em determinada interação.

            Para as crianças pequenas confinadas, reuniões remotas não são o suficiente e, dependendo da idade da criança não são nada eficazes. Desta forma, é importante que os pais e membros da família nuclear possam proporcionar oportunidades de brincadeiras e interação social no seio familiar e, tão logo termine o confinamento proporcionem aos seus filhos momentos de interação social com outras crianças.

                Uma atividade que pode beneficiar o treino cognitivo social é ler e conversar sobre histórias com conteúdo mais voltado para experiências de interação social, empatia e emoções. 

               Mas o que as emoções tem a ver com a inteligência social? “Todas as emoções são sociais”, afirma Richard Davidson, diretor do Laboratório de Neurociência Afetiva na Universidade de Wisconsin. “Não podemos separar a causa de uma emoção do mundo dos relacionamentos – nossas interações sociais impulsionam nossas emoções.”  

    Além da leitura, outras atividades que estimulam e trabalham a linguagem são fundamentais para que as crianças compreendam o mundo em que vivem. Por isso, vou elencar 10 jogos que auxiliarão no desenvolvimento da inteligência social:

1.    Histórias ao Cubo

2.    Empilhando Emoções

3.    Coleção Imantado Geladeira e Lousas - Emoções

4.    Universo das Emoções

5.    Fantoches

6.    + de 100 Coisas Para Fazer com Seus Filhos

7.    Conversa Entre Pais e Filhos

8.    Habilidades Emocionais

9.    Sinto Muito

10.  Para Criar MiniContos

             A falta de socialização trará consequências, porém, não precisamos nos desesperar. É importante fazermos a nossa parte e, o nosso cérebro se encarrega de correr atrás do “tempo perdido”.

quinta-feira, 25 de março de 2021

5 Coisas Que as Crianças Aprendem Montando Quebra-Cabeças

 




Os quebra-cabeças desconhecem idade. Fascinam tanto crianças como adultos e, além de serem divertidos, são capazes de modificar de forma positiva os processos de pensamento de nosso cérebro.

As crianças que brincam com quebra-cabeças desde pequeninos estimulam a sua motricidade fina e as suas habilidades cognitivas. Para quem desconhece, essa aventura no mundo dos quebra-cabeças pode iniciar-se entre 12 e 18 meses de idade em função do desenvolvimento da percepção visual e da motricidade fina da criança.


Muitas mães relatam: mas eu já comprei um quebra-cabeças para meu filho e ele nem deu bola. Outras se perguntam: como saber se meu filho está pronto para montar um quebra-cabeça? Ele é tão novinho! Pois bem, te damos algumas dicas:

- Observe se seu filho já pega objetos de forma consciente;


- Perceba se ele utiliza o movimento de pinça, ou seja, se ele pega os objetos com os dedos polegar e indicador;


- Verifique se seu filho reconhece e distingue formas, cores, etc;

- Lembre-se que seu filho pode não estar preparado ou motivado para montar quebra-cabeças. Apresente esse recurso aos pouquinhos e de forma que não o fruste. Impor que a criança monte não é a melhor solução.

Se você responder mentalmente sim para as 3 primeiras dicas, é muito provável que seu filho já esteja preparado para se aventurar com os quebra-cabeças.

Como os benefícios são enormes, os pais podem estimular as crianças com essa ferramenta durante um longo período do desenvolvimento infantil e poderão ficar despreocupados pois estarão agregando pelo menos 5 coisas para o aprendizado do seu maior tesouro, seu filho.

Vamos conferir?

1)    Melhora a Atenção e a Concentração: para encontrar as peças e buscar o seu lugar correto é necessário concentrar-se. Este exercício aumenta a capacidade da criança de focar em uma tarefa.

2)    Desenvolve a Paciência: os quebra-cabeças exigem tempo e paciência. Separar as peças através de algum padrão pré-estabelecido, como por exemplo por cores, é um dos aspectos que contribui para desenvolver a paciência.

  

3)    Exercita a Memória: lembrar como é a imagem que construiu através da montagem completa do quebra-cabeça é essencial. Por isso os quebra-cabeças são muito úteis para desenvolver a memória, especialmente a memória visual.

 

4)    Diminui o Estresse: quando a criança se concentra para montar um quebra-cabeças, a respiração regula e quanto mais se envolve na montagem mais relaxa e contente se sente.

 

5)    Permite Resolver Problemas Cotidianos: embora os quebra-cabeças sejam um jogo, em essência possuem as mesmas características que qualquer problema da vida cotidiana. Para enfrentar qualquer dificuldade é preciso observar, identificar o problema, comparar e encontrar uma solução.

 

E aí? Que tal montar um quebra-cabeça com seu filho?

sexta-feira, 12 de março de 2021

Brincar ao Ar Livre. Quais os Benefícios para as Crianças?

 

As brincadeiras ao ar livre são consideradas muito importantes para o desenvolvimento intelectual, motor, emocional e social das crianças. Tem o papel de equilibrar e harmonizar o aprendizado intelectual (mente) e motor (corpo), oferecendo benefícios tanto para a criança quanto para sua família.

Você deve estar se perguntado: “Quais são esses Benefícios?” Bom, são inúmeros, mas vamos te apresentar alguns deles logo abaixo:

  - Gerar Conexão Entre os Familiares: o tempo com a família em ambientes abertos, de preferência em contato com a natureza, em geral significa tempo de qualidade e de atenção plena às crianças e são momentos que os pequenos sempre recordarão com muito carinho.

  - Fazer Exercícios Físicos: brincar na natureza ou em ambientes ao ar livre faz com que todos se movimentem, o que promove o bem estar físico e psicológico.

 - Estimular a Criatividade: as brincadeiras ao ar livre geralmente são menos estruturadas e na maioria das vezes requerem materiais ou brinquedos relativamente simples que estimulam a imaginação e a criatividade.

- Desenvolver a Autonomia: as atividades em ambiente externo fomentam a autonomia, a iniciativa e a independência, uma vez que que as crianças precisarão, na maioria das vezes, criar suas brincadeiras e procurar soluções em um ambiente que não lhe é familiar.

Gostou dos benefícios? Aproveite para implementar esses ensinamentos  na rotina da sua família. Realizem juntos atividades como: pular corda, fazer bolhas de sabão, brincar com argolas, com jogos de equilíbrio, andar de bicicleta e patinete, entre outras atividades.



              Pular Corda: uma brincadeira que passa de geração a geração e que tem muitos benefícios para as crianças. Desenvolve a resistência e a flexibilidade, a coordenação e a psicomotricidade, promove a interação social quando a brincadeira é feita em grupo e a superação pessoal já que requer esforço, vontade e constância.



              Fazer Bolhas de Sabão: brincar com bolhas de sabão desenvolve a criatividade, a imaginação e a percepção tátil e visual da criança. As crianças deixam a imaginação fluir, se esforçam para criar bolhas grandes, para unir bolhas e, quando as bolhas são de soprar, estimula o sistema muscular que participa do ato da fala, melhora a respiração e proporciona inúmeros outros benefícios.



         Brincar com Argolas: este jogo desenvolve a coordenação e a percepção visomotora das crianças, auxiliando-as na identificação de cores, relação número/quantidade, classificação e correspondência, conforme o modelo do jogo. 



          Brincar com Jogos deEquilíbrio: como o próprio nome já diz, estimula o equilíbrio e a coordenação motora, além de ser super divertido!



              Andar de Bicicleta e Patinete: Patinetes e bicicletas são alguns dos presentes mais desejados pelas crianças. São uma excelente forma de desenvolver o equilíbrio, a coordenação e a noção espacial das crianças.

   Resgatar as brincadeiras ao ar livre é essencial para quem busca um equilíbrio na rotina moderna das crianças que dá ênfase cada vez maior para as telas de eletrônicos e atividades solitárias.

segunda-feira, 8 de março de 2021

A Importância dos Estímulos na Primeira Infância


Afeto, boa alimentação, bons exemplos, dormir bem e viver experiências de qualidade são alguns dos ingredientes básicos para o desenvolvimento cerebral de uma criança. Mas, para que a receita possa ser colocada em prática é preciso muito comprometimento dos pais. Portanto, as decisões que os pais tomam, especialmente durante a primeira infância, podem ter consequências duradouras e significativas na vida da criança.

O desenvolvimento cognitivo saudável e equilibrado se dá graças a um ambiente estimulante, caracterizado especialmente por fortes laços afetivos, já que o neocórtex está estreitamente ligado ao sistema límbico. Assim sendo, quanto mais favorável é o ambiente onde se desenvolve uma criança - um ambiente caracterizado por cuidado e carinho, maior é a quantidade de sinapses que beneficiam tanto a estrutura quanto o funcionamento cerebral. Sem contar que as experiências interpessoais positivas favorecem o bem-estar integral dos pequenos, tanto na infância quanto ao o longo da vida, beneficiando desta maneira a sociedade como um todo.

Os primeiros contatos com o aprendizado deveriam acontecer em lugares ricos em estímulos e possibilidades para realizarem processos de exploração sensorial e motora a través de jogos e brincadeiras, uma vez que as crianças são como “esponjinhas” que aprendem brincando.

leitura em voz alta, escutar músicas e brincar com instrumentos musicais são algumas das ferramentas apropriadas para estimular as conexões neurais. Também não podemos de deixar de mencionar atividades importantes como brincar no parque, chupar um sorvete e brincar com brinquedos educativos.

Nessa fase de intensa receptividade e imaginação, o lúdico é um importante recurso, afinal, a liberdade de brincar e experimentar o mundo ao seu redor é o que permite trabalhar a imaginação e testar, na prática, qual é a melhor maneira de solucionar pequenos problemas que surgem no caminho e que servirão de base para obstáculos e objetivos maiores que possam vir a surgir na infância e na vida adulta.

  O Pião de Madeira      Pião, não se sabe ao certo quando surgiu, mas conhece-se a sua existência desde o ano 4000 a.C. Trata-se de um brin...